Francisco da Conceição Nascimento
Introdução
Aumento
da população mundial, poluição pela queima de combustíveis fósseis,
desmatamentos, qual o resultado desta combinação degradante para o meio
ambiente?, São estes os principais contribuintes para o desequilíbrio ambiental,
os efeitos são conhecidos e previsíveis, secas, fome, extinção de espécies,
desaparecimento de recifes de corais, desertificação, maior intensidade nos
fenômenos da natureza com maior poder de destruição como furacões, tufões,
tempestades, secas em lugares como Amazônia, perca de lavouras, fome, pobreza. Os
danos provocados pelo desequilíbrio climático têm provocado prejuízos
irreparáveis á sociedade, e dificultado a vida na terra.
O
conjunto dos elementos conhecidos como biosfera, tecnosfera e sociosfera que
compõem a parte da terra em que habita a vida, este sistema tem sofrido
alterações drásticas e faz necessário um equilíbrio entre estes três sistemas
de coisas, garantir o uso dos recursos naturais respeitando a capacidade do
planeta em absorver resíduos e repor estes recursos garantido assim a
disponibilidade de recursos naturais para gerações futuras, reduzir a pobreza
em nível mundial, são alguns dos desafios enfrentados hoje pelas organizações
mundiais com poder para interferia no sistema socioeconômico, cultura e
religioso, com o inicio da Revolução Industrial a terra passou por um período
poluidor que causou a elevação na temperatura do planeta, isso aconteceu devido
o aumento na produção de CO2, lançado na atmosfera provocando o efeito estufa,
responsável pela destruição da camada de ozônio responsável por filtra os raios
solares que atingem a crosta terrestre.
Atualmente
percebe-se uma preocupação mundial com a conservação do meio ambiente a partir
de 1956 em Londres pela primeira vez é criado uma lei conhecida com Lei do Ar
Puro, isso ocorreu devido a reincidência de uma inversão térmica causando a
morte de 4.000 pessoas e outros 20.000 com saúde afetada, até então o meio
ambiente era tido como um bem livre,
aparte de então passa a observar os custos e prejuízos transferidos para os demais setores da sociedade, na
segunda metade da década de 1960 com a publicação do livro Primavera Silenciosa da escritora americana Rachel Carson surgem debates e conferencias mundiais tratando da
questão ambiental.
Inicialmente
são desenvolvidas tecnologias capazes de minimizar os efeitos da poluição, as
causas só são tratadas posteriormente com a preocupação de criar um processo
produtivo mais limpo e eficiente capaz de utilizar melhor à matéria prima,
desta forma a poluição passa a ser vista como desperdício de matéria prima não
utilizada, ineficiência no processo de produção.
Desenvolvimento
O
impacto humano no planeta tem sido uma das causas do aquecimento global, Richard¹
2006 defende que: o consumismo e os meios de transportes, o resultado desta
combinação com o aumento populacional tem contribuído diretamente para o
problema climático enfrentado pelo planeta, as conseqüências da pegada
ecológica na biosfera causando um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida,
os resultados para ele são imprevisíveis e desafiadores.
Por tanto, el problema de la
superpoblación ha sido estudiado desde hace muchos años. Sin embargo, el
planteamiento general ha sido si era posible mantener a la creciente población
con los recursos que pudieran generarse. En condiciones ideales la respuesta a
esa pregunta es afirmativa. O sea, puede parecer fácil demostrar teóricamente
que, incluso el doble de la población actual del planeta podría ser mantenida
con sólo repartir equitativamente la riqueza, reducir el consumo de carne al
mínimo y aplicar las técnicas más modernas en todos los cultivares. En la
práctica, hay muchas razones que demuestran que el problema de la superpoblación
es muy grave y sin fácil solución. (Gomés 2011)
Para (Gomés 2011), afirma que os estudos e
preocupações com o crescimento populacional no planeta tem sido matéria de
estudos há muitos anos, seria fácil solucionar o problema da pobreza no mundo
dividindo igualmente entre os habitantes da terra todas as riquezas existentes,
no entanto é um problema de alta complexidade e com difícil solução pratica.
Se acreditarmos que o tamanho da 'pegada' – ecológica – humana é um
problema grave, e há muitas provas de que isso é fato, então a visão
racional seria que, ao lado de um pacote de medidas para reduzir as pegadas por
pessoa, a questão da administração da população também fosse enfrentada. (Richard 2006)
Para ele o aumento populacional
precisa ser administrado, uma vez que a população mais que dobrou de 1960 para
2006 e pode chegar a 8 bilhões em 2050 faz uma reflexão sobre o consumo em
massa de uma população deste tamanho e os custos financeiros para manter uma
qualidade de vida aceitável ao ser humano, percebe-se que hoje uma população de
pouco mais de 6,5 milhões de pessoas, como provas, presenciamos fome, miséria,
escassez de água, aumento de doenças
infecciosas, sem falar nos problemas climáticos que são cada vez mais
devastadores, afirma também que estamos em situação insustentável os limites de
manutenção do planeta estão esgotado.
A não
ser e até isso mudar [sic],
reuniões como a de Montreal – sobre as mudanças climáticas –, que enfrentam
apenas parte do problema, terão, na melhor das hipóteses, um sucesso limitado,
com o bem-estar e a qualidade de vida das gerações futuras como vítimas
inevitáveis. (Idem)
O
autor afirma ainda que o tema da superpopulação não tenha feito parte dos
movimentos ambientais desta forma inviabiliza parcialmente a solução do
problema climático no planeta, “somente
uma diminuição na quantidade de indivíduos é capaz de trazer a pegada ecológica
para baixo” para o enfrentamento desta questão é fundamental para manter
qualidade de vida para as gerações futuras garantindo assim bom uso dos
recursos naturais e mantendo uma população que a terra tenha capacidade de
garantir sustentabilidade e qualidade ambiental.
“Reuniões como a que consta em Montreal
que abordam apenas parte do problema terá resultado limitada a no máximo um
sucesso muito modesto (idem)
Esta
questão e de alta complexidade por envolver setores da sociedade e lideres de
diferentes ideologias como, religiosas, filosóficas, moralistas e políticas, de
fato isso se faz necessário para envolver a o tema da superpopulação no debates
ambientais e propor soluções para este problema como um dos agravantes para os
problemas ambientais enfrentados pelo planeta. Para cúpula como a de Montreal
que aborda apenas parte dos problemas terá pouco sucesso colocando em risco o
bem estar e a qualidade de vida de gerações futuras.
União
Europeia² elaborou um plano de ação visando aceitação e promoção de tecnologias
limpas por parte de administrações nacionais e regionais bem como os setores
industriais, e partes interessadas. O plano de ação tende fazer da União
Européia líder mundial em produção e exportação de tecnologias limpas ou
ambientalmente corretas, abrindo para conhecimento e troca de experiências suas
portas de produção destas tecnologias.
Este
plano de ação prevê onze ações no sentido de promover o desenvolvimento e
aceitação de tecnologias ambientalmente corretas, dentre estas ações podemos
destacar três principais:
·
O lançamento de três plataformas
tecnológicas, reunindo investigadores, empresas, instituições financeiras,
decisores e outras partes interessadas, para construírem uma perspectiva a
longo prazo das necessidades de investigação nesse domínio e da futura evolução
do mercado – o arranque das plataformas tecnológicas para as células de
hidrogênio e combustível, e os sistemas fotovoltaicos já está planeado para os
primeiros meses de 2004; no início de 2005, será lançada uma plataforma
semelhante para as tecnologias da área do abastecimento de água e do saneamento
básico;
·
A definição e a adoção de objetivos
de desempenho ambiental ambiciosos para determinados produtos, processos e
serviços. Desse modo, [será facilitada] sua aceitação pelas empresas e pelos
consumidores, como demonstrado, por exemplo, pela aposição de rótulos
indicativos do consumo de energia nos frigoríficos.
·
A mobilização de instrumentos
financeiros, dentro e fora da UE, que permitam partilhar os riscos do
investimento em tecnologias ambientais, com especial incidência nas alterações
climáticas, na energia e nas pequenas e médias empresas; o Banco Europeu de Investimento, o Banco Europeu para a Reconstrução e o
Desenvolvimento – BERD – e os mecanismos de financiamento decorrentes do
Protocolo de Quioto – Clean Development Mechanism e Joint Implementation – deverão
contribuir para a execução desta ação.(União Europeia, 2004)
Percebe-se no Plano de Ação uma forte
preocupação com a questão ambiental, no entanto, apenas com tecnologias que
minimizem emissão de poluentes na atmosfera, não abre questão para o problema
da superpopulação do planeta que também contribui para o aquecimento global, e
degradação do meio ambiente esgotando a possibilidade do planeta garantir
qualidade de vida para a população mundial e meio ambiente saudável para
futuras gerações.
A economia de energia nos processos industriais ou o
desenvolvimento de novos veículos limpos
são formas de combater as alterações climáticas que, simultaneamente, reduzem
os custos gerais para os consumidores e para toda a sociedade. (União Européia.
2004)
Para
União Européia promover tecnologias ambientalmente correta é tão importante
quanto o crescimento econômico, mesmo com essa visão de sustentabilidade
afirmam que é necessário dissociar crescimento econômico de impactos ambientais
negativos. Com esta visão tentam abrir novos mercados, inovações tecnológicas e
geração de empregos mais qualificados, porém é impossível termos um meio
ambiente sustentável com exceções para desastres ambientais sejam eles qual
forem.
“Todas
as tecnologias cuja utilização causa menos danos ao ambiente do que as
alternativas existentes”(Idem).
A
afirmativa acima é a definição de tecnologia ambiental no Plano de Ação montado
pela “UE”, porém não atende as necessidades de reconstrução do meio ambiente
para os dias atuais uma vez que considera qualquer tecnologia menos poluente
que as existentes como tecnologia ambiental, estão incluídas neste conceito
tecnologias que gerenciam emissão de poluentes, gestão de resíduos, produtos e
serviços realizados com economia de energias, água e com menos recursos, biocombustível,
tecnologias integradas, processos de saneamento do solo mesmo que isso
signifique, meio per cento menos que as existentes, são consideradas
tecnologias ambientais. A UE Afirma que estas tecnologias podem estar presentes
em toda atividade econômica e todos os setores da sociedade, contribuído para
redução no consumo de energia, de recursos e reduzir a emissão de gazes
poluentes e a quantidade de resíduos.
Alguns
obstáculos precisam ser quebrados para que o desenvolvimento, promoção e
generalização das tecnologias ambientais aconteçam dentre eles podemos
destacar:
·
Obstáculos econômicos, desde os preços do mercado que não refletem os
custos externos dos produtos ou serviços – como os custos dos cuidados de saúde
devido à poluição urbana – até o custo mais elevado dos investimentos em
tecnologias ambientais devido a seu risco estimado, ao montante do investimento
inicial ou à complexidade da mudança das tecnologias tradicionais para as
tecnologias ambientais;
·
Os regulamentos e normas, que também podem funcionar como barreiras à
inovação quando são ambíguos ou demasiado detalhados, ao passo que uma boa
legislação pode estimular as tecnologias ambientais;
·
Esforços insuficientes no nível da investigação, aliado ao deficiente
funcionamento do sistema de investigação nos países europeus e às deficiências
no nível da informação e da formação;
·
Pouca disponibilidade de capital de risco para se poder passar da fase
de projeto para a linha de produção;
·
Falta de procura do mercado por parte do setor público e também dos
consumidores. (idem..)
Com
a diminuição ou extinção destes obstáculos ainda assim é necessário um esforço
concentrado da União Européia para a consolidação e implantação das metidas
adotadas como solução para o problema ambiental pelo plano de ação, para
obterem resultados satisfatórios as fontes de financiamento europeu para investigação
e desenvolvimento de tecnologias limpas torna o processo de inovação em tecnologia
ambiental factível concretizando o sonho europeu em liderar o mercado mundial
em tecnologia ambientalmente correta.
O
objetivo principal em promover tecnologias ambientais pela “UE” esta voltado
para o interesse econômico fazendo deste bloco econômico o mais dinâmico e
competitivo do mundo até o ano de 2010 visava o Plano de Ação, desta forma
promoveria o crescimento econômico e o emprego na região.
As
etapas seguintes do pano de ação foram voltadas para a implantação pratica das
ações elaboradas iniciando pela criação das plataformas tecnológicas, como
dever dos estados membros participarem de forma recíproca na troca de
informações sobre melhores praticas e mensurar o progresso do plano de ação.
Conclusão
O
desequilíbrio climático é uma realidade, rios secando na Amazônia, falta água
no Nordeste e Sudeste do País com as secas que castigam estas regiões, animais
morrem com sede, lavouras são devastadas por friagem, pessoas morrem por
excesso de calor nos EUA, Rio de Janeiro tem o verão mais quente dos ultimo 30
anos, são algumas reportagem que denunciam o aquecimento global.
A
superpopulação mundial motivada pelo consumismo, produzindo toneladas de lixo
diariamente para armazenar aonde? Os meios de transportes utilizadas para
transportar pessoas, bens de consumo, insumos, produtos, industrias lançando
diariamente CO2 na atmosfera agravando a situação da camada de ozônio, até
quando o planeta suporta esta situação, estamos realmente no limite que o
planeta suporta? Ou será que já ultrapassamos a capacidade suportável pela
Terra?
Richard defende que diminuindo a pegada humana
será possível garantir para gerações futuras qualidade de vida caso isso não
aconteça, será impossível o bem estar de futuras gerações no planeta, vimos que
um aumento de 2% na temperatura do planeta será necessário as gerações futuras
se adaptarem ao mundo, um processo de evolução da espécie, que Darwin defendeu
como uma evolução natural onde somente as espécies mais fortes sobrevivem.
Para
diminuir a pegada humana é necessário gerenciar o processo de natalidade, como
acontece na China onde um casal não pode ter mais de um filho, se faz
necessário uma medida drástica desse nível para garantir a sobrevivência no
planeta para próximas gerações. Isso é possível de acontecer envolvendo no
debate ambiental o crescimento populacional que pode chegar a 8 bilhões de
seres humanos em 2050, como será possível garantir a tanta gente, qualidade de
vida, saúde, educação e trabalho e um meio ambiente saudável.
As
estratégias de preservação do meio ambiente adotada até os dias de hoje através
de tecnologias limpas tem surtido efeito parcial, no entanto ainda são tímidos
resolvendo parcialmente o problema climático, o que não é suficiente para
garantir estabilidade ambiental para futuras gerações e algumas espécies de
animais e plantas.
Bibliografias
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Acesso em 30 jun. 2011.
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